terça-feira, 1 de novembro de 2016

No Território das Sombras

‘‘Tu és nuvem, és mar, esquecimento
És também o que perdeste em um momento
Somos todos os que partiram’’ - Jorge Luis Borges.

Instituído um dia para o luto, o dia 2 de novembro força-nos a sacralizar socialmente aquilo com o qual não queremos nos deparar: a morte! Hoje é o dia institucionalizado para pararmos um pouco e pensar neste fato inevitável que tomou de nós quem amamos, e que tomará a nós próprios inevitavelmente. O mal estar diante da verdade incontestável deverá servir de ferramenta de reflexão. Afinal, quem somos nós e o que estamos fazendo aqui neste mundo finito, num corpo finito, correndo riscos todos os dias, sem saber se no próximo minuto já não estaremos mais por aqui?

A fim de viver menos superficialmente a questão do fim inevitável, gosto de trazer à mente reflexões importantes que possam servir de apoio ou de abertura de possibilidades em minha mente. Desta forma, sinto-me integrado ao que é natural e ao que supostamente será para além da natureza humana.

Estamos num planeta finito, habitando temporariamente um corpo finito, aprendendo a trilhar o caminho juntamente com outros seres que, embora semelhantes, profundamente diferentes em suas individualidades. Cada indivíduo único, habitante de um corpo único, não consegue em sua jornada terrena, viver sozinho. Precisamos uns dos outros para que a jornada se prolongue ao máximo possível.

Freud nos fala que a vida acontece sob angústia. De fato, nosso corpo é arrancado do corpo materno sem que possamos dominar a nós mesmo, e este estado de completa impotência de existir sozinhos irá perdurar a vida inteira.

Ao sairmos para a vida, somos reduzidos a uma metade. Seccionados do corpo materno, procuramos, pelo resto de nossas vidas, sobreviver. Desejamos, para sempre, encontrar uma metade que nos complete. Nossos pais, suprem em parte este anseio e nossos amigos e companheiros, tentam fazer o mesmo.

Dominados pela emoção da incompletude e da iminência de perder aqueles em quem depositamos nossas necessidades afetivas e amorosas, vamos tentando não pensar no fim. Pois o fim seria a desistência. Quem desiste, cai em melancolia e se aproxima do fim antes do fim.
Quando perdemos alguém a quem amamos, vivemos o luto. Passamos a habitar o território das sombras. Este estado de desamparo diante da perda, povoa nosso imaginário como sendo a ilusão de que estamos seccionados novamente, como quando saímos do corpo de nossa mãe. Desta forma, a cada morte vivida ou imaginada, nos deparamos com nossa incompletude e impotência diante deste mundo onde ainda não aprendemos a dominar.

Neste momento, quero falar então daquilo que eu penso sobre o destino dos Homens.
Se pudermos refletir sobre o passado, podemos apreender, de forma intuitiva, que o ser humano ao nascer seccionado, vem aprendendo a manipular a matéria do qual é feito todos os corpos do plano físico da terceira dimensão, a fim de poder se sentir novamente no controle de si.

Desta forma, vemos, por exemplo, o homem das cavernas tendo que aprender a controlar um mínimo de coisas para sobreviver. Ao longo dos tempos, preste atenção: não é isto que temos feito? Dominando a matéria para que possamos conseguir prolongar a vida. Tentando driblar a morte através do domínio da matéria, estamos conseguindo prolongar a vida e, de fato, hoje podemos viver quase que o dobro de tempo que nossos antepassados de 200 anos atrás.

Juntamente com este caminho de domínio sobre a matéria, estamos trilhando um caminho de reconhecimento pessoal. Nossa vida afetiva pode ser resumida na busca de reconhecimento. Se não somos nossa mãe, quem somos então? Eu sou alguém que pode viver e criar algo a partir de minha própria mente.

O que é a mente? Vejam, eu não disse cérebro. Eu disse mente: Essa coisa inexplicável que está para além do cérebro. Se sou dotado de uma capacidade criadora para além do físico, então há algo desconhecido em mim para além da matéria, que me impulsiona a continuar a criar em vida mesmo estando diante da minha incompletude.

Grandes almas que vieram ao mundo, sob o mesmo signo da matéria, vieram para nos apontar caminhos possíveis para além da matéria. Pessoas que viveram para mostrar que tudo é passageiro e justamente por isso devemos estender a visão para além de nossas angústias pessoais.

Segundo Teillard de Chardin, não somos seres humanos que possuem almas. Somos almas tendo uma experiência física. Desta forma podemos ter coragem de superar em nós nossas emoções pessoais e diante da morte vislumbrar ou reconhecer o fim de um ciclo e o início da próxima jornada.

A visão de que a morte é o fim deste ciclo na matéria nos liberta do fardo da angústia e do luto narcísico que tendemos a nutrir diante das perdas. Enquanto seres humanos devemos nos acostumar ao paradigma existencial onde a vida precisa ser criada e a morte reverenciada como a possibilidade de ultrapassar um estado limitante na matéria.

A mágica se dará na medida em que cada um assumir sua individualidade. Somente aprendendo a controlar a vida com as próprias mão, livres no poder da criação estaremos prontos para morrer e deixar o outro ir também. Sair das sombras e alcançar a luz!


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Viver com Essência

A nossa palestrante Cynthia Martins diz em seu livro que quando nos propomos caminhar a nossa verdadeira jornada, Ego e Essência se tornam uníssonos para materializar neste espaço físico o que antes estava apenas no pensamento.

Buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que a si próprio, é estar conectado com sua espiritualidade, assim viverá com propósito por toda essa jornada.


Portanto, acolha você amorosamente em seu coração e conceba um Novo Ser, para ser de fato nessa vida um só com o universo.

Um livro onde imagens e textos se fundem para inspirar o leitor e auxiliá-lo em sua busca por uma transformação de vida.




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Como Funcionam os Orgonites


A resina é um elemento de princípio feminino utilizado na confecção das orgonites, ao passo que o metal é o elemento de princípio masculino. Os dois princípios juntos, feminino e masculino (resina e metal) refletem a energia para o ambiente gerando um fluxo de energia vital que antes se encontrava estagnado.

A utilização do metal nas orgonites se deve ao fato do metal ser um excelente condutor de eletricidade (de energia). O metal não só conduz como também reflete energia. A literatura consultada não é rígida com relação à utilização dos metais ao confeccionar as orgonites, pelo contrário, os estudiosos dizem que qualquer metal pode ser empregado nas orgonites que o efeito será satisfatório. No entanto, deve-se levar em conta qual a intenção que se tem ao produzir uma orgonite.


Se for considerado apenas o aspecto econômico pode-se utilizar limalhas de alumínios, pregos ou qualquer outro material metálico mais barato. Se for considerada a intenção / finalidade da orgonite temos os seguintes meta:


COBRE: associado ao planeta Vênus está ligado aos sentimentos e ao amor. Bom condutor de energia pode ser utilizado para transferir e transmitir energia espiritual. No campo físico, o cobre auxilia na redução de peso, pois atua na aceleração do metabolismo. Além disso, alivia o fígado, o sistema linfático e no tratamento de doenças como: anemia, bursite, artrose e reumatismo.

ALUMÍNIO: associado ao planeta Uranos e seus princípios de genialidade. Incentiva as habilidades intelectuais, criatividade, invenções, trabalha o intelecto de modo geral. Reflete a energia etérea mais do que qualquer outro metal. É encontrado em abundância no nosso planeta e não há evidências de benefícios no campo da saúde (físico).

MAGNÉSIO: associado ao Sol. É essencial ao funcionamento de mais de 300 enzimas do corpo humano é importante para o funcionamento dos nervos, dos músculos e do corpo de modo geral.

PRATA: associado à Lua e suas emoções (fases). Sua energia destrói vírus, fungos e bactérias prejudiciais à saúde. Acredita-se que atua como um poderoso antibiótico. Trata-se de um excelente condutor de energia, principalmente para fins de magia, pois a prata conduz energia, transmite, mas não armazena tal energia, funciona como se fosse um rio, no qual a energia flui continuamente sem necessidade de reposição e de limpeza.

LATA: associado ao planeta Júpiter tem ligação com abundância, prosperidade, sucesso e também rejuvenescimento, cicatrização e regeneração.

AÇO: associado ao planeta marte. Encontrado em abundância pode ser usado para conectar o macrocosmo. Carrega a energia vital e o poder do rejuvenescimento.

BRONZE: Combina as propriedades do cobre e da lata, pois é um metal que é uma mistura (liga) de cobre e lata.

ANTIMÔNIO: metal ligado a espiritualidade elevada, usado para proteção. Ensina valores como: sabedoria; força; poder de transformação e adaptação. Capaz de transformar trevas em luz. Harmonizar o ambiente equilibrando o excesso de energia combatendo energias ruins, tratando de alergias, removendo impurezas e toxinas.

Em síntese, pode-se dizer que qualquer tipo de metal pode ser utilizado nas orgonites, incluindo: titânio, magnetita, tungstênio (metal raro também conhecido como volfrâmio), selênio, cobalto, índio (metal branco e prateado), bismuto.

Por Andréa F. Nunes



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Uma breve historia da Acupuntura, por Dr. Hong Jin Pai.


As origens da Acupuntura perdem-se no tempo. Evidências arqueológicas permitem supor que a técnica era praticada no continente asiático, mais especificamente na China,há mais de cinco mil anos. Alguns doutrinadores, em suas obras, referem suas origens há quatro mil anos.

Na tradicional medicina chinesa, mestres antigos ensinavam ser a doença uma alteração das funções do corpo ou desgaste deste, provocado por fatores externos, como frio, calor, umidade, fatores emocionais, nutricionais ou envelhecimento.Por meio da acupuntura seria possível a recuperação da saúde.

Todos sabemos que, na Antiguidade, as doenças eram tratadas com os meios então disponíveis, como dietas e chás (infusões de ervas), “agulhamento” (acupuntura); e, mais tarde, manipulação vertebral e massagens (Tui-Na), exercícios respiratórios, com ou sem movimentos corporais (Qi Cong) e exercícios adaptados da arte marcial (Tai Chi Chuan).

Estes e outros métodos de tratamento respaldados no conhecimento da medicina primitiva desenvolveram-se e foram interpretados, ao longo dos séculos, à luz de crenças subjetivas e filosóficas, inseridas no contexto cultural de cada época.

Achados arqueológicos da dinastia Shang (1766-1123 a.C.) incluíam até instrumentos primitivos de acupuntura e carapaças de tartarugas e ossos, nos quais estavam gravadas discussões sobre patologia médica. Mas o primeiro texto médico conhecido e ainda utilizado pela MTC é o Tratado de Medicina Interna do Imperador Amarelo(Nei Jing), escrito na forma de diálogo entre o lendário Imperador Amarelo (Huang Di) e seu ministro, Qi Bai, sobre os assuntos da medicina, segundo alguns autores, durante Estados Combatentes (475-221 a.C.). Outros textos clássicos surgiram posteriormente, entre eles a Discussão das Doenças Causadas pelo Frio, O Clássico sobre o Pulso, O Clássico das Dificuldades (Nan Ching) e O Clássico sobre Sistematização da Acupuntura e Moxa.

Esse importante livro –Nei Jing– ficou conhecido como “O Cânon de Medicina do Imperador Amarelo” e serviu de base para o desenvolvimento da MTC. O primeiro volume contém as técnicas de exame físico e as teorias e fundamentos da MTC, enquanto o segundo contém praticamente toda a ciência do diagnóstico e tratamento por meio de agulhas e moxas, desde os diferentes instrumentos utilizados na época, como as “nove agulhas”, até a localização e a indicação terapêutica dos pontos, sendo cerca de 60% destes usados como referência ainda hoje. 

A história da Medicina Chinesa registra períodos em que a acupuntura atingiu um considerável desenvolvimento, assim como outros em que permaneceu estacionária. Durante a dinastia Tang (618-907 d.C.), a acupuntura ganhou grande destaque, com a fundação do Colégio Imperial de Medicina, onde se formaram, oficialmente, os primeiros médicos acupunturistas.

 

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As massagens e seus benefícios


Quando se fala em massagem, a primeira coisa que vem à cabeça é um momento relaxante. Mas nem todas as massagens têm essa finalidade. Dependendo tipo, pode estimular a circulação sanguínea, o fluxo linfático, trazer benefícios para os centros de energia do corpo, os chamados chakras, além, é claro de relaxar os músculos e aliviar o estresse e a ansiedade.

"A massagem envolve sistematicamente o alisamento, amassamento e pressão dos tecidos macios de todo o corpo, para que um estado de total relaxamento seja induzido. O receptor fica apenas de calcinha ou cueca, e usamos óleo para lubrificar a pele. Ela opera principalmente nos músculos, ligamentos e tendões, e afeta sobretudo o equilíbrio dos líquidos (sangue e linfa)"Uma massagem cuidadosa gera sensações de bem-estar, confiança e alegria e também efetua uma mudança profunda na postura e na expressão facial.

Ayurvédica

É uma técnica indiana que visa o equilíbrio físico, mental e energético. Consiste em manobras de deslizamentos e fricções profundas, com alongamentos e trações, além da estimulação e energização de pontos e órgãos vitais.

Bambuterapia

Com manobras realizadas com bambus de diferentes tamanhos, reduz as tensões, desperta a energia, deixa a pele flexível e estimula as glândulas. A técnica surgiu na França com o fisioterapeuta francês Gill Amsallem e possui indicação corporal e facial. É ótima para o tratamento de celulite, flacidez e gordura localizada.

Desportiva

Massagem forte e profunda, com base nas massagens sueca e na massoterapia, reduz a chance de contusões, melhora a força, a amplitude dos movimentos, a flexibilidade dos músculos e a performance desportiva, pois libera mais rápido o ácido lático e os pontos de tensão.

Massagem a 4 mãos

A massagem Abhyanga estimula os dois pólos do cérebro, relaxando ao mesmo tempo o lado direito e esquerdo do corpo, por serem massageados juntos e com mesma intensidade. A massagem é realizada por dois massagistas que trabalham simultaneamente e em sinergia, e usa óleo morno para aumentar o potencial de desintoxicação, promovendo o bem estar e o relaxamento profundo. Retira as toxinas do corpo através do sistema linfático e ainda estimula a circulação e o sistema imunológico.

Massagem Relaxante

É uma combinação de massagem relaxante com pedras quentes, massagem craniana e reflexologia, utilizando óleos essências com os princípios da aromaterapia. Indicada para as pessoas que necessitam acalmar a mente, diminui o nível de estresse e relaxar profundamente.

Massagem para Gestante

Feita de forma suave, deslizante e com movimentos leves nas articulações, com óleos de propriedade relaxante e drenante, diminui as tensões musculares, as dores e desconfortos próprios dos períodos de gestação.

Oriental

Combina várias técnicas orientais, como shiatsu, tuiná e diferentes alongamentos da Thai massagem. É uma técnica mais vigorosa, indicada para melhorar a flexibilidade, manter os músculos livres de dores e estimular o livre fluxo da energia vital.

Oriental Craniana

É uma das técnicas da massagem tuiná, que alivia as tensões da face, cervical e crânio, diminuindo o stress mental e trazendo a suavidade para as expressões do rosto. Indicado para o estresse, dores de cabeça, enxaqueca e distúrbios da TPM.

Pedras Quentes

O corpo é preparado com óleo para receber essa massagem, que utiliza o calor penetrante das pedras basálticas, colocadas em pontos específicos, como os chakras, para equilibrá-los e harmonizá-los. Tem como objetivo relaxar profundamente a musculatura e acolher com seu calor os desconfortos corporais.

Reflexologia

Realizada nos pés, estimula pontos com ação reflexa em zonas de todo o corpo. Além de relaxar, ativa a circulação de sangue e energia, diminui o nível de estresse, e pode ser também um tratamento preventivo e identificador do desequilíbrio de algum órgão e do seu aparecimento sintomático.

Shiatsu
Uma das massagens mais antigas da cultura japonesa, e uma das massagens orientais mais difundidas no Brasil. Trata dores na coluna e no corpo, problemas fisiológicos, equilíbrio emocional e energético, além de melhorar cólicas e TPM, estresse, depressão, ansiedade e problemas digestivos.

Thai
Desenvolvida na Tailândia, há mais de 2500 anos, a Thai Massagem utiliza movimentos de alongamento e de amplitude articular, com o objetivo de reequilibrar o organismo e propiciar alívio das tensões, melhorar a flexibilidade, as dores crônicas, a postura e do fluxo sanguíneo, além de ser uma técnica de reequilíbrio energético.



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A CONQUISTA DA FELICIDADE


Tão falada na Filosofia, na Psicologia ou nas religiões, a felicidade tem sido vista como meta humana desde as construções mais complexas do pensamento, passando pela Grécia antiga onde filósofos dedicaram reflexões ao tema. Das fontes profundas do inconsciente, ela surge como o desejo do prazer absoluto, do gozo total, impossível de ser alcançado, gerando um vazio interior que é uma das premissas da Psicanálise.
Contudo, Carl Gustav Jung veio defender que a felicidade não seja a maior meta do ser humano, mas sim de atribuir sentido e significado existencial.
Por ser tão falada e analisada, a felicidade perde-se em conceitos diversos que precisamos clarear em nossas buscas para que saibamos o que desejamos encontrar. O que eu acredito ser a felicidade? É a pergunta que urge responder porque, como diz antigo provérbio chinês, “quem não sabe para onde vai qualquer caminho serve”.
As definições mais comuns de felicidade – e são as que mais abraçamos por conta da pressão da mídia sobre nossas cabeças – são de sensações de prazer, ausência de dor física ou emocional, libertação de problemas, estabilidade financeira, relacionamentos gratificantes, etc. Ou seja, se pensarmos em felicidade dentro desse conceito ela realmente não existe plenamente, quiçá eventualmente.
Mas é sobre esse conceito que o sistema sócio econômico em que vivemos investe, tentando associar a venda da sua produção à satisfação que ela possa proporcionar. Diria que é um sistema altamente danoso, sob este aspecto, já que espera-se uma felicidade, trabalha-se e luta-se por ela, em moldes onde ela jamais será alcançada.
Então me perguntam: “É possível ser feliz?”, e eu afirmo que sim, na medida em que reformulemos este conceito dentro de padrões mais abrangentes.
Primeiro, penso que seja necessário transcender o ponto de vista de nossa observação, alargando nossos horizontes para aquém e além dos limites de nossas existências físicas. Quando nos sentimos espíritos em sucessivas reencarnações – e digo sentimos e não sabemos porque saber não significa sentir-se assim – e atribuímos um sentido evolutivo a este fato, muita coisa muda de aparência.
Gosto muito das teorias da Psicanalista argentina Alicia Fernandez quando sugere que existe um instinto nato de aprender no ser humano, e que, quando não reprimido pelas situações traumáticas da vida, deve trazer prazer e felicidade.
Ora... se o escopo da vida é a evolução – o que nos parece óbvio se analisarmos historicamente a vida através dos tempos – como individualidades em processo de desenvolvimento, estamos aprendendo com as experiências que ela nos propõe, e isso pode ser prazeroso, se sairmos do nosso referencial limitado e nos percebermos na amplitude dessa evolução. Podemos, então, chorar e sentir dor na delimitação de algum acontecimento, mas podemos contextualizar esse acontecimento no transcurso da nossa caminhada, e continuar a nos sentirmos felizes por nos percebermos aprendendo algo nessas situações. Aí voltamos para a afirmação de Jung: quando atribuímos significado às nossas experiências, mesmo as mais dolorosas, podemos ter uma felicidade dimensionada dentro dessa visão.
Aliás, a maioria das pessoas, por força das conceituações materialistas de felicidade, tende a confundi-la com alegria. Contudo, dentro da proposta que apresentamos, você pode estar chorando, triste, mas se sentir feliz por viver toda a grandiosidade dessas aprendizagens.
Eu sei que teoricamente isso pode fazer sentido, mas vivenciar na prática fica mais difícil. Sugiro que alguns aspectos sejam trabalhados para se avançar nessa mudança de percepção da vida.
Ter humildade de reconhecer que a vida é muito maior do que nós, que o sofrimento é inerente ao nível da vida planetária, e que não adianta se revoltar pois a revolta só agrava mais as situações. Aceitar o inevitável e mudar o que seja possível.
Meditar com frequência para aumentar a consciência de si mesmo, compreendendo suas necessidades evolutivas e atribuindo os significados pessoais às dificuldades que surgem para poder aprender com elas. Com isso apaziguar a revolta imatura contra o poder criador da vida, recriando um sentido de unidade com o todo que favoreça uma maior fluidez em seu caminho.
Escolher o que é realmente importante para sua felicidade, já que estamos sujeitos a todo tipo de lixo que o capitalismo insiste em dizer que nos fará felizes.
Estar no presente, viver cada dia na sua plenitude, o que não significa deixar de planejar mas não se inquietar tanto com o andamento dos nossos planejamentos. Voltando à Grécia antiga, Aristóteles escrevendo sobre a Ética, afirma que a felicidade só é possível aos homens virtuosos, sendo que, para ele, diferentemente da cristã, a virtude diz respeito à excelência da ação, ou seja, fazer tudo de mente presente e da melhor forma possível, desde um pequeno cuidado consigo mesmo até as tarefas mais importantes.
Bem... não acho que exista uma receita perfeita de uma felicidade perfeita, mas espero que minhas reflexões possam trazer uma felicidade mais significativa aos meus amigos leitores.

Por João Carvalho Neto


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As 5 emoções que podem prejudicar o nosso corpo

 
Segundo a medicina chinesa, cada emoção está relacionada a um órgão e uma função do corpo humano. As causas mais comuns de doenças são as atitudes e as emoções negativas como a a culpa, o ressentimento, a necessidade de atenção e o medo. Qualquer desequilíbrio emocional pode se refletir em sintomas ou em doenças de tais órgãos.
A doença nasce para evitar situações desagradáveis ou para tentar escapar delas. A medicina oriental acredita que todo mal-estar no fundo quer dizer que precisamos nos amar mais. Isto é assim porque à medida que nos amamos, permitimos que seja nosso próprio coração a dirigir nossas vidas e nossos egos.

Emoções que podem causar doenças segundo a medicina chinesa

Com base na perspectiva da medicina chinesa, estas são algumas emoções que podem estar nos indicando alguma doença ou dificuldade:
  • Tristeza ou Pena. Tem origem na decepção ou, com mais gravidade, na separação ou na perda. Afeta principalmente os pulmões. A tristeza, afeta todo o corpo e provoca aflição, falta de ânimo, cansaço e depressão. É preciso tempo para aceitar e expressar a tristeza.
  • Precaução. Surge da insegurança e costuma debilitar o baço. A precaução está relacionada com doenças no peito e nos ombros.
  • Medo. O medo se associa aos rins, afetando a boca do estômago e se relacionando com a deficiência renal. Estas alterações provêm da propensão de sofrer medos irracionais. O medo não aceito se transfere causando problemas no fígado e no coração.
  • Pânico. Este se parece com o medo, mas é mais extremo, está associado a problemas físicos e emocionais. O pânico pode implicar perda de memória, desorientação, palpitação, vertigem, tremores, suor e desmaios.
  • Ira. Pode assumir varias formas, como a irritabilidade, a frustração, a inveja e a raiva. A ira se transforma em dores de cabeça, pescoço, em vertigem, e especialmente em doenças hepáticas.

O significado emocional das doenças

É importante conhecer o significado das doenças porque esta é uma das formas através das quais o corpo se expressa. Todas as nossas emoções e pensamentos são registrados nas células e as doenças são um grito que indica que alguma coisa não anda bem.
A seguinte compilação é um resumo do significado de algumas das doenças mais comuns. Todas elas estão baseadas na medicina holística, tanto na medicina tradicional chinesa como em outras práticas orientais complementares.
  • Alergias. O seu significado indica temor profundo. Temor de se despojar das ajudas quando é preciso ser autossuficiente, procurando obter compaixão, apoio e atenção dos outros.
  • Depressão. O significado está no conflito entre o ideal e o real, entre quem somos e quem queremos ser e entre o que temos e o que queremos ter.
  • Artrite. Sentir-se incapaz de se adaptar e ser flexível mentalmente. É interpretado como a falta de confiança e uma atitude intransigente diante da vida.
  • Obesidade. O seu significado está no vazio interior, recorre-se à comida para compensá-lo. Temor de se expor diante dos outros e de ser vulnerável e suscetível a se machucar.
  • Nervosismo. Falta de contato com o próprio eu interior. Egocentrismo, tudo é visto a partir de um ponto de vista subjetivo. Viver inseguro com medo de ser atacado e incapacidade de se desfazer das atitudes egoístas.
As emoções podem desencadear ou acentuar uma doença, mas elas também podem transformar a situação e favorecer a saúde.
Para que isto aconteça, basta saber reconhecer as emoções que causam desequilíbrios nos nossos corpos e transformá-las. A medicina oriental dá uma importância especial ao autoconhecimento das emoções, uma coisa que a psicologia ocidental está começando a considerar. O fato de que isto esteja ganhando importância tem a ver com a ideia de que um tratamento completo e que ataque o problema a partir de diferentes perspectivas tem maiores probabilidades de ser eficaz.


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